Porta-voz da CPP se solidarizou com a família e reforçou que a polícia não irá recuar
A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) está apoiando à Divisão de Homicídios da capital na investigação da morte do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, nesta quinta-feira (2/4), no conjunto de favelas do Alemão.
Policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e da CPP, que estavam na ocorrência, já estão respondendo a um Inquérito Policial Militar (IPM). Eles foram afastados do policiamento nas ruas e tiveram suas armas recolhidas para a realização de exame balístico.
O porta-voz da CPP, major Marcelo Corbage, se solidarizou com a família do menino Eduardo e afirmou, nesta sexta-feira (3/4), que a morte de Eduardo não ficará impune.
– É prematuro tirar qualquer tipo de conclusão. Estamos colaborando com as investigações. A morte do Eduardo não ficará impune. Precisamos fazer deste episódio uma bandeira para a mudança. Não podemos permitir que outras famílias sintam a dor da mãe deste menino – afirmou Corbage.
O major reforçou que a polícia continuará atuando e pediu apoio à população.
– Não iremos recuar. Faço um apelo para que a população nos auxilie com denúncias e informações que nos façam chegar o mais rapidamente possível a esses marginais – solicitou Corgabe.
O major destacou que não se pode pensar segurança pública somente com o olhar voltado para as forças policiais.
– Segurança não é só polícia. O Estado vem solidificando estratégias sociais importantíssimas e complementares ao programa de pacificação. Sem esse pilar, não há progresso. Vivenciamos um período em que traficantes se utilizam cada vez mais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. É uma questão muito séria e que a sociedade tem por dever discutir – observou Corbage.
Polícia faz diligências para prender assassino de Silvia Maria Arnaut da Costa, na Tijuca
A Polícia Civil já identificou o assassino de Silvia Maria Arnaut da Costa, 49 anos. Ela foi morta nesta quinta-feira (2/4), na Tijuca. O criminoso havia sido preso, por roubo, em setembro do ano passado, no próprio bairro, mas foi posto em liberdade em fevereiro deste ano. Policias da 19ªDP (Tijuca) realizam diligências para localizá-lo. Perícia já foi realizada no local do crime.
De acordo com a investigação, um policial civil, que estava de folga, presenciou a tentativa de assalto e reagiu, trocando tiros com o assaltante. A arma do policial foi apreendida para exame de confronto balístico. Outro homem baleado no episódio já prestou depoimento.
