Texto: Flávia Tenente / Fotos: Gabriel Mothé
O auditório da Biblioteca Parque de Manguinhos recebeu, na tarde de terça-feira (10/11), cerca de 40 policiais militares femininas para a 1ª Conferência Livre de Políticas para as Mulheres Policiais Militares.
A iniciativa, idealizada pela Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, em parceria com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, faz parte da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada entre os dias 15 e 18 de março de 2016, em Brasília.
A mesa de abertura da solenidade foi composta pelo secretário de segurança José Mariano Beltrame, pelo chefe do gabinete do Comando Geral da PMERJ, coronel Ibis Silva Pereira, e pela representante da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, Adriana Horta.
Iniciando as falas, o coronel Ibis destacou o pioneirismo da atividade.
“Esta é a primeira vez que mulheres policiais se reúnem para pensar a questão da construção de uma política pública que as envolva. Esta é uma prática democrática que nós temos que estimular”, disse.
Em uma palestra com reflexões que orientaram a conferência, a major Cláudia Moraes, que trabalha no Instituto de Segurança Pública (ISP), falou sobre o papel da mulher na PM, até que ponto as diferenças entre homens e mulheres contribuem para a descriminação da mulher na corporação, qual a representação da mulher policial na sociedade, como melhorar o acesso a direitos e condições de trabalho, dadas as especificidades femininas, entre outros assuntos.
Durante quatro horas as participantes discutiram os eixos centrais do encontro, e a partir dele listaram 25 propostas que serão encaminhadas à Conferência Nacional. De acordo com elas, ações como: investigar e punir as agressões físicas, verbais e práticas discriminatórias que impedem a ascensão de mulheres PMs; estimular que elas ocupem espaços de poder e decisão na estrutura interna da PMERJ; e a extinção do termo Fem, utilizado para se referir a policiais femininas e considerado pejorativo, dariam mais direitos, participação e poder para as mulheres dentro da instituição.
Afirmando que sua presença no evento não era apenas um cumprimento de agenda, o secretário de segurança incentivou a criação de um grupo de mulheres da polícia militar para atendê-las em seus anseios, sugestões e reclamações.
“Minha agenda é feita por prioridades e participar desta reunião é uma prioridade. Meu objetivo é dar condições para que vocês possam, cada vez mais, desenvolver suas potencialidades. Tenham no secretário um grande ouvidor dos problemas que vocês passam na polícia, e por favor, procurem a mim quando precisarem ter voz. A lição de casa que deixo para vocês é a criação de um grupo de atendimento às mulheres dentro da polícia militar. Talvez esta seja mais uma ação pioneira na corporação, e coloco meu gabinete à disposição para que se torne realidade”, finalizou Beltrame.
Ao final da atividade, todas receberam um certificado e participaram de uma animado café musical.

