Qualidade de vida dos inativos é preocupação da PM
Cuidar e amparar os policiais. Esse é o lema do projeto Renascer, Servir e Proteger, criado para ajudar aqueles que perderam os movimentos das pernas ou braços, em algum acidente ou no cumprimento do dever. Criado em novembro de 2009 pela Diretoria de Assistência Social (DAS), o projeto tem o objetivo de oferecer melhorias na qualidade de vida dos policiais militares deficientes, envolvendo seus familiares.
“O projeto é ligado ao esporte e é voltado para o policial que, devido a uma lesão, tenha ficado paraplégico, tetraplégico, hemiplégico, mas que ainda tem faculdades mentais plenas. Há um impacto muito grande em todo o estilo de vida de quem sofre esse trauma. Isso afeta a autoestima, os relacionamentos interpessoais, familiares e sociais”, afirma a tenente Coronel Aziza Ramalho.
São oferecidas atividades esportivas como basquete em cadeira de rodas, natação, halterofilismo e rugby em cadeira de rodas. O projeto Renascer, Servir e Proteger pretende ainda aumentar a variedade de modalidades e incluir tiro esportivo e atletismo, corrida em cadeira de rodas e lançamento de dardo. O programa atende 31 policiais que se tornaram deficientes físicos combatendo a criminalidade.
A intenção é melhorar a qualidade de vida de policiais inativos por meio do esporte. “Descobrimos que isso melhora o relacionamento do policial com a sua família porque ele volta a se sentir útil, ter uma vida normal dentro da possibilidade dele, porque há, ainda, preconceito social contra os deficientes físicos”, comenta a Tenente Coronel Aziza.
Ferimentos – A Polícia Militar tem um contingente de 45 mil homens. Para ter uma ideia do índice de acidentes, dados mostram que 79 policiais se feriram enquanto estavam no trabalho, de janeiro a maio deste ano. Estudos mostram a possibilidade de manter esses homens ativos, produzindo em outras atividades. “Podemos usar a experiência que o policial teve na rua e transformar em experiência de observação em trabalhos internos específicos”, garante a Coronel.
Uma equipe de profissionais de educação física, psicologia e medicina esportiva faz parte do programa, que funciona no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, em Sulacap. Já as atividades são desenvolvidas no Centro de Saúde Mental Física e Desporto, antigo Ginásio da Academia D. João VI – APM, em Sulacap.
