A Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (16/12) a operação Concordia II com o objetivo de desarticular a quadrilha de traficantes que atua em comunidades de Santa Teresa, região central da cidade. O GAECO denunciou 26 pessoas junto à 36ª Vara Criminal da Capital pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas. Também foi requerida a prisão preventiva dos denunciados. São cumpridos, ainda, 30 mandados de busca e apreensão.

A ação é fruto da integração entre a Coordenadoria de Inteligência (CI) da Polícia Militar e o GAECO. Atuam nessa operação além da CI, todas as Unidades do Comando de Operações Especiais (COE) – BOPE, BPChq, BAC e GAM e as Unidades de Polícia Pacificadora Prazeres/Escondidinho e Fallet/Fogueteiro.

Dos 26 denunciados, apenas o líder das comunidade do Morro dos Prazeres, Marcelo da Silva Guilherme, o Marcelinho dos Prazeres, está preso. Entre os alvos estão Bruno Gonçalves Campos Ferreira (Maguila) e Claudio Augusto dos Santos (Jiló), suspeitos de terem atuado no assassinato do turista italiano Roberto Bardella na quinta-feira (08/12). Também são procurados os denunciados pelo GAECO, Matheus Armond Ribeiro, vulgo “Matheuzinho”, e Queven da Silva e Silva, o “NT du Final”. De acordo com a denúncia, há informações de inteligência que apontam os dois últimos como autores dos tiros que balearam um policial militar lotado no Grupamento de Intervenção Tática das UPPs (GIT).

Ela enumera diversas bocas de fumo em funcionamento, constatadas por apreensões de drogas durante patrulhamentos de rotina. Os denunciados foram filmados por policiais que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora que abrange as comunidades dos Prazeres/Escondidinho/Julio Otoni/Coroado. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, por meio da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia, periciou as imagens e atuou na identificação dos indivíduos.

A denúncia aponta, ainda, que entre os meses de março e maio deste ano foram registrados inúmeros ataques simultâneos contra a sede administrativa da UPP e as guarnições baseadas nas localidades conhecidas como quadra da Barreira e Praça Doce Mel. À época, os confrontos só cessaram com a chegada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). A unidade fica próxima a uma creche e a um centro social que atende a população, que também foram alvejadas pelos tiros disparados pelos criminosos.

Ainda segundo o documento encaminhado à Justiça, traficantes dos Prazeres e Escondidinho frequentemente recebem reforços de criminosos das comunidades vizinhas Fallet e Fogueteiro, sob o domínio da mesma facção criminosa, locais onde também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão.