Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Wolney Dias Ferreira, defendeu na manhã desta quarta-feira uma reforma no Código Penal do país para punir, com o máximo rigor possível, os criminosos que atacam policiais.
-Quem atenta contra a vida de um policial atenta contra o Estado. Isso é um ato de terrorismo e eu defendo penas muito severas. Sinceramente, acho que esse tipo de crime deveria ser punido com prisão perpétua – disse o Coronel Wolney Dias aos jornalistas depois do sepultamento do soldado Thiago Marzula de Abreu, realizado no cemitério Memorial Parque Nicteroy, em Vista Alegre, São Gonçalo. Uma hora depois, era sepultado o cabo Bruno dos Santos Leonardo, no Cemitério Municipal de Queimados, na Baixada Fluminense.
Thiago, lotado no 7º BPM (São Gonçalo), e Bruno, transferido há dias para a UPP Mangueira, foram mortos a tiros durante serviço de patrulhamento em suas áreas de atuação.
O Coronel Dias, muito emocionado, não conseguia esconder sua indignação por estar sepultando dois jovens da Corporação.
– São dois heróis que nos deixam. Tem que ser dado um peso muito maior a quem pratica crimes contra um policial, contra quem tira a vida de alguém. A sociedade precisa saber o que quer. E discutir essa questão profundamente. Nós estamos derramando o nosso sangue diariamente. A sociedade precisa saber que essa violência é responsabilidade dela também – disse ainda o Comandante-Geral.
Os dois sepultamentos foram marcados por um clima de forte emoção. Era impossível amenizar o sofrimento de parentes, amigos e companheiros de farda mais próximos com a perda prematura dos dois policiais.
Na despedida, ao observar a seu redor o cenário de tristeza, o Coronel Dias comentou com outros oficiais:
– Gostaria muito que os ativistas dos direitos humanos estivessem aqui e se manifestassem em defesa da nossa Polícia Militar.