A ação coordenada e rápida de dez policiais militares do Grupamento Tático de Motociclistas (GTM) foi fundamental para que os cirurgiões do Instituto Nacional do Cardiologia (INC) realizassem com sucesso o transplante de coração em um de seus pacientes, nesta segunda-feira (27/08) no Centro Cirúrgico da unidade. Como tempo estava muito encoberto e não havia teto para acionar o helicóptero que presta serviço ao Programa Estadual de Transplante, o transporte do órgão precisou ser feito por via terrestre, aumentando bastante o risco da operação.
A missão chegou de manhã para o GTM. Às 10h15m , as dez motocicletas saíram do Quartel do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq), no Estácio. Em 15 minutos conseguiram chegar ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, onde estava internado o doador do órgão.
Os policiais ficaram a postos juntos à ambulância do INC, esperando que os médicos concluíssem os procedimentos de retirada e acondicionamento do coração doado pela família do paciente. Às 12h20m, os dez patrulheiros do GTM iniciaram a escolta da ambulância do INC até a sede do órgão do Ministério da Saúde, localizada em Laranjeiras. Apesar do trânsito intenso e alguns pontos de engarrafamento, foi possível concluir o trajeto em 30 minutos graças à atuação dos policiais militares.
A Coordenação Geral do Programa Estadual de Transplante (PET) informa que apoio logístico no transporte de órgãos é fundamental. O fator tempo representa um divisor de águas para o sucesso de um transplante de órgão. Um coração, por exemplo, só suporta ficar até quatro horas sem receber sangue do doador e do receptor, o que os médicos chamam de isquemia fria.
Normalmente, o trajeto para o INC é feito por helicóptero, do hospital onde o órgão foi retirado, até o heliponto do Palácio Guanabara. Do Palácio Guanabara até a sede do INC, o coração é transportado por ambulância escoltada por equipe do GTM, mesmo considerando a curta distância entre os dois pontos.
Missão cumprida, a equipe iniciou regresso para o quartel do BPChq dez minutos depois. Como é de praxe ao final de cada escolta, é realizada uma rápida reunião de avaliação do trabalho, analisando pontos positivos e negativos durante o trajeto para aprimorar a performance do grupo em ações futuras.
Um dos integrantes da equipe do GTM sintetizou o sentimento de todos os seus companheiros:
– Assim como a realização de partos e outros procedimentos de primeiros socorros, a escolta de ambulâncias, necessária para abrir caminho nas congestionadas vias urbanas, também representa uma gratificante missão de preservação da vida.