A nova demanda assumida pela Polícia Militar para garantir o isolamento social, imposto para enfrentar a disseminação da pandemia do novo coronavírus, não alterou a rotina das equipes da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida. Os policiais militares que integram o programa têm cumprido à risca a missão de enfrentar a violência contra mulher em todo o território estadual.

Os números de atendimentos registrados nos três primeiros meses deste ano, mesmo diante do novo cenário após a decretação de medidas de distanciamento social, permanecem no mesmo patamar, de acordo com levantamento da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos (CAEs) da Corporação.

De janeiro a março de 2020, foram realizadas 6.124 fiscalizações de medidas protetivas de urgência; 922 atendimentos a mulheres vítimas de violência (ainda sem medida protetiva); 135 notificações de descumprimentos de medidas protetivas de urgência por parte dos agressores; e 62 prisões por descumprimento de medida protetiva, a maior parte em flagrante. Das 62 prisões, 36 (o equivalente a 58%) foram efetuadas no interior do estado; 20 prisões (32%) na capital; e 06 (ou pouco menos de 10%) na Baixada Fluminense.

Vale ressaltar ainda que os dados de violência contra mulher no estado, registrados pela PM, não sofreram alterações significativas no período considerado, antes e depois da decretação das medidas de isolamento social. Os números registrados pelo Serviço 190, que atende casos de emergência na Região Metropolitana, confirmam a constatação. Nos três primeiros meses do ano, as chamadas para ocorrências de violência não sofreram alterações significativas: 8.167 em janeiro, 8.310 em fevereiro e 8.049 em março.