Para garantir a segurança durante os eventos carnavalescos programados para o feriado prolongado de Tiradentes e São Jorge deste ano de 2022, a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro mobilizou mais de 10 mil policiais militares para atuar, de forma extraordinária, tanto na capital como em outras cidades turísticas do estado. Para atender as demandas extras programadas pelo planejamento especial, que estará em operação de quarta-feira (20/04) à madrugada de segunda-feira (25/04), as férias foram suspensas em toda a Corporação.
Somente a região central da capital terá um reforço extra de 3.291 policiais militares, com a missão de patrulhar o entorno do Sambódromo, onde haverá desfiles de quarta-feira a domingo, como também de outras áreas, como Central do Brasil, Lapa e Boulevard Olímpico.
Uma das novidades do policiamento para os desfiles das escolas de samba no Centro será a implantação de 49 pontos de bloqueio na região do Sambódromo. Nessas áreas de cerco preventivo, haverá 10 pontos bloqueio, pelos quais só terão acesso integrantes das escolas de samba, trabalhadores credenciados e espectadores com apresentação do bilhete. A triagem será feita conjuntamente entre policiais militares e agentes da prefeitura do Rio.
Além da região central da capital, outras áreas onde haverá desfiles e outros eventos oficiais também foram contempladas pelo planejamento elaborado pela Subsecretaria de Gestão Operacional da SEPM. O policiamento será bastante reforçado na região da Avenida Intendente Magalhães, nos bairros do chamado Grande Madureira, Niterói e Cabo Frio.
O planejamento não vai interferir nas ações especiais que já estavam e prática, como o policiamento nos complexos do Jacarezinho e Muzema, e o reforço nas estações da SuperVia. Também estão mantidas as ações extraordinárias previstas para os dois jogos pelo Campeonato Brasileiro – Flamengo e Palmeiras, na quarta-feira, e Fluminense e Internacional, no sábado – e para a programação do Dia de São Jorge.
Para viabilizar o planejamento, foram adotadas duas estratégicas básicas: realocar policiais para áreas de maior demanda e mobilizar todos os recursos humanos e materiais, incluindo o emprego de tropas especiais e especializadas. As unidades do Comando de Operações Especiais (COE) da PM serão empregadas em missões específicas. O BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e o BPChq (Batalhão de Polícia de Choque) farão ocupação do Complexo de São Carlos, localizado nos fundos da Praça da Apoteose.
BAC (Batalhão de Ação com Cães) atuará com equipes nas estações de maior movimento de transporte de massa. O GAM (Grupamento Aeromóvel) fará operações de sobrevoo com três aeronaves, tanto nas áreas de desfile como na orla capital, Niterói os Lagos e Costa Verde.
Também serão empregadas todas as unidades do Comando de Policiamento Especializado (CPE), como o Regimento de Polícia Montada (RPMont), Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (BEPE).
PATRULHA MARIA DA PENHA MARCA PRESENÇA NO DESFILES
Mesmo sem os blocos de ruas, o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida marcará sua presença no carnaval, mobilizando equipes para atuar nos locais de maior movimento durante os desfiles das escolas de samba. Os policiais miliares do programa, além de prestar atendimento em situações de emergência para coibir crimes contra mulher, distribuirão ventarolas impressas com objetivo de esclarecer os limites legais entre uma paquera e o assédio.
Cinco equipes do PMP-GV estarão presentes nas áreas de desfile, duas delas na área central da cidade: uma no Sambódromo e outra na Central do Brasil. Haverá ainda esquipes na Avenida Intendente Magalhães, Zona Norte do Rio; na passarela improvisada no Caminho Niemeyer, em Niterói; e na área da Cabofilia, Praia do Forte, em Cabo Frio.
Entre as orientações, consta a advertência de que importunação sexual é crime, passível de pena de reclusão de um a até cinco anos de prisão, de acordo com a Lei 13.718/18. Embora a estratégia de atuação seja de caráter preventivo e de conscientização, os policiais da PMP- GV estarão prontos para intervir em casos de violência contra mulher em apoio aos seus companheiros de policiamento ordinário.
