A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro recebeu um reforço de 307 mil litros de combustível para abastecer a frota da Corporação. Apreendido em operações de fiscalização de órgãos oficiais , o combustível foi doado em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira (28/04) no Salão Nobre do Quartel General da Polícia Militar. A doação do combustível é resultado de uma parceria entre o Instituto Combustível Legal (ICL) com o Governo do Estado.
Durante a solenidade, o subsecretário de Gestão Administrativa da PM, coronel Renato de Souza Neto, a corporação gasta, por ano, cerca de R$ 96 milhões de reais para abastecer a frota que conta com 2.700 viaturas. O consumo médio de combustível é de um milhão e 400 mil litros de gasolina e 400 mil litros de diesel.
– A entrega do combustível apreendido durante as fiscalizações é feita depois da validação da Secretaria de Fazenda do Estado – lembrou o gestor administrativo da Corporação.
No caso da Polícia Militar, beneficiada diretamente pela doação, o combustível disponibilizado vai atender parte da demanda para movimentar nossa frota e abrirá espaço no orçamento da Corporação para investimentos em outras áreas.
O presidente do ICL, Emerson Kapaz, reforça a importância de o produto, cuja apreensão é fruto de operações contra o comércio irregular, ser destinado aos órgãos de fiscalização.
– Hoje estamos fazendo a entrega de 307 mil litros de combustível, mas nós já temos um milhão de litros que deverão ser entregues ainda este ano. Significa dizer que são mais de R$ 5 milhões que o Estado economiza e com isso aumenta a fiscalização e a segurança na área de controle. Nossa ideia é, através da lei do perdimento e das nossas associadas, fazer essa parceria em todos os estados brasileiros – afirmou o presidente da instituição.
O ICL promove iniciativas com os setores público e privado para combater o comércio irregular e contribuir para a promoção de um ambiente de concorrência legal, que se traduz em benefícios para toda a sociedade. De acordo com estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o setor de combustíveis perde, por ano, cerca de R$ 14 bilhões com fraudes tributárias e R$ 15 bilhões com fraudes operacionais no Brasil, entre elas, a não conformidade de qualidade e quantidade de combustível.