Plateia emocionada, música de excelente qualidade, coquetel e flores. Este foi o clima do evento promovido pela Secretaria de Estado de Polícia Militar, na tarde desta quinta-feira (31/08), na Escola Superior da Corporação, em Sulacap, para marcar o encerramento das atividades do Agosto Lilás de 2023. As grandes homenageadas da tarde festiva foram as mulheres assistidas pelo programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, que, juntamente com policiais militares, praças e oficiais, lotaram o auditório da instituição de ensino.

A apresentação dos 30 policiais militares da Banda de Músicos da Corporação foi irretocável. Entoaram composições de diferentes gêneros musicais, mas todas conectadas à luta das mulheres por seus direitos e contra o machismo. No repertório, foram exibidos clássicos como “Maria Maria”, de Milton Nascimento, “Against All Odds”, de Phill Collins, “Te Amo Demais, de Marília Mendonça, e “É Preciso Saber Viver”, de Roberto e Erasmo Carlos.
No âmbito da Polícia Militar, o Agosto Lilás foi bastante intenso, tanto para as 46 equipes do programa, quanto para os coordenadores da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida. Ao longo deste mês, foram realizados 4.664 atendimentos a mulheres em situação de violência.
No mesmo período, as equipes da PMP-GV realizaram 196 ações sociais, como entregas de cestas básicas a mulheres em situação de vulnerabilidade, e 161 palestras de conscientização. Foram realizadas ainda 71 ações de apoio a outros órgãos do Poder Judiciário.
As inaugurações de duas novas salas lilás também fizeram parte do calendário de atividades da PMP-GV: uma, no dia 22/08, do 22º BPM (Maré) nas dependências do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam); e a outra, no dia seguinte, no interior do quartel do 19º BPM (Copacabana).
Lançado em agosto de 2019 para enfrentar a violência contra mulher no estado, a Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida completou quatro anos. Nesse período, as 46 equipes do programa realizaram mais de 196,8 mil atendimentos a mulheres em situação de violência, acompanharam de forma permanente 52 mil assistidas e efetuaram 560 prisões, quase todas em flagrante por descumprimento de medida protetiva expedida pela Justiça.

