Patrulhamento vai da Praça Mauá até a Candelária

Começou nesta segunda-feira (4/6), a Operação Centro Presente, para coibir roubos e furtos, consumo e comércio de drogas, e ainda promover o ordenamento urbano no Centro da cidade. Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, com a Fecomércio RJ e a Prefeitura do Rio, a iniciativa segue o mesmo modelo das ações já realizadas na Lapa, no Aterro do Flamengo, na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Méier, e será permanente das 6h30 até as 22h30. Além disso, também serão realizadas ações sociais como o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

No primeiro dia de operação no Centro, os agentes prenderam oito pessoas. Dois homens suspeitos foram abordados nas proximidades da Praça Pio X e após consulta ao sistema de segurança (sinesp) foi verificado que contra eles havia mandados de prisão em aberto pelo crime de roubo qualificado. Eles foram conduzidos para a 5ªDP (Mem de Sá) onde ficaram presos. Na Rua Sacadura Cabral agentes prenderam um anotador do jogo do bicho e dois homens portando uma pequena quantidade de drogas. Outro anotador do jogo do bicho foi detido nas proximidades da Igreja da Candelária e dois usuários de drogas foram presos na Rua Rodrigues Alves e na Praça Mauá. Todos os presos foram conduzidos para a 5ªDP (Mem de Sá).

O patrulhamento do Centro será implantado em três etapas: a primeira contempla a área que vai da Praça Mauá até a igreja da Candelária, na Presidente Vargas. Até o final do mês de julho, as outras duas áreas previstas já estarão em atividade. Em 15 dias o patrulhamento avança da Candelária até a Praça XV e, dez dias depois, expande até a Cinelândia.

Para a primeira etapa, a operação vai contar com 162 agentes, por dia, incluindo policiais militares da ativa e da reserva e agentes civis egressos das Forças Armadas. Três coordenadores serão responsáveis por toda a operação nos principais corredores de comércio do Centro, incluindo a região revitalizada da Praça Mauá, Gamboa e Saúde. Ao todo, 522 agentes irão atuar diariamente reforçando o patrulhamento no Centro do Rio.

Em todas as áreas o patrulhamento será realizado a pé, de bicicleta e de moto. Ao todo, terá 66 bicicletas, 24 motos e 15 viaturas (carros e vans). As rondas em viaturas serão realizadas por duplas, um policial militar e um agente civil. Um micro ônibus, localizado na Praça Mauá, está sendo usado como base da Operação. Equipado com computadores e câmeras, nele é possível ter acesso a imagens da região, captadas pelo Centro de Operações da Prefeitura e pelo Centro Integrado de Comando e Controle, da Secretaria de Estado de Segurança.  O veículo também possuiu câmeras capazes de gerar imagens, em tempo real, de um raio de 500 metros da base. A tecnologia auxilia na distribuição da tropa e na prevenção de crimes.

Assim como nas outras operações Segurança Presente, as equipes utilizarão câmeras para filmar as abordagens e serão monitoradas por GPS, dando mais credibilidade às ações. Além disso, os policiais usarão equipamentos de menor potencial ofensivo, como armas de choque e spray de pimenta.

– Estamos atuando com integração entre órgãos estaduais, municipais e o Sistema Fecomércio, em apoio ao 5°BPM e a Guarda Municipal. Os 162 agentes estão divididos em trios de policiamento, com dois policiais Militares e um agente civil, que é responsável por filmar todas as abordagens, garantindo a transparência e legitimidade da operação – disse o coordenado da Operação Centro Presente, capitão Hugo Coque.

A ação conta com a participação de diversos órgãos: Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Polícia Militar, Polícia Civil, Comando Militar do Leste, Secretaria Executiva de Coordenação de Governo da Prefeitura, Guarda Municipal, secretarias municipais de Ordem Pública, de Desenvolvimento Social, de Conservação, de Transportes e Comlurb.

 Parceria bem-sucedida

Para o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, a experiência positiva das operações nas outras áreas permitiu a ampliação da estratégia para o Centro.

– Este modelo de segurança, com participação da sociedade, entidades públicas e privadas, juntos do mesmo lado, tem mostrado que estamos no caminho certo. Em seis meses das operações na Lagoa, no Aterro e no Méier, mais de 1.500 pessoas foram presas e 122 foragidos da Justiça foram capturados. Este resultado surpreendente nos fez avançar para o Centro. O policiamento é diferenciado, além do combate permanente à criminalidade, a equipe multidisciplinar também trabalha com acompanhamento social – explicou o secretário.

A Operação Centro Presente prevê investimento anual de R$ 47 milhões, que compreende o pagamento do salário das equipes e despesas operacionais, como uniformes, materiais e combustível. O custo será dividido entre a Prefeitura do Rio e a Fecomércio RJ, que já possui parceria com o Governo do Estado no investimento das Operações Aterro Presente, Lagoa Presente e Méier Presente.

– Para o Sistema Fecomercio RJ, o investimento no projeto Segurança Presente traz uma contribuição de interesse público, gerando ao mesmo tempo mais qualidade de vida para as pessoas e oportunidades para os negócios. Trata-se de inclusão social em sua mais ampla definição – ressaltou Orlando Diniz, presidente da instituição.

 

– O Rio tem hoje um novo centro da cidade. Uma área histórica amplamente revitalizada, com um novo conceito de mobilidade, novos equipamentos culturais e maior espaço público dedicado aos pedestres e ao lazer. É indispensável o reforço no policiamento, para que a população aproveite esse legado com mais segurança. Ciente da importância da operação, a Prefeitura não mediu esforços para apoiar o Centro Presente – disse o secretário municipal de coordenação de Governo, Rafael Picciani.