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O  tenente-coronel João Fiorentini Guimarães, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, foi convidado a participar de um Curso de Policiamento em Estádios, realizado no dia 25 de fevereiro, na sede da Polícia Militar de Goiás. Ele falou sobre a experiência em policiamento nos estádios do Rio de Janeiro e como o Grupamento atua na prevenção e na segurança de eventos esportivos. O tenente-coronel Fiorentini falou sobre a detenção de 118 integrantes de torcidas organizadas de Fluminense e Vasco, que entraram em confronto no domingo, dia 22 de fevereiro.

– Quando a polícia tem evidências para autuar por formação de quadrilha, isso acontece. São levados em conta os antecedentes da torcida, se eles foram ao local recomendado antes do jogo ou não, se respeitaram o acordo prévio. Eles foram para a estação do Méier com a intenção de brigar. O crime ficou bem configurado, diz o comandante do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe).

Ainda segundo Fiorentini, o esquema de trabalho executado pela polícia no Rio já está sendo exportado para outras praças.

Há um intercâmbio entre as polícias. Em 2014, o comandante do Gepe enviou uma proposta ao Ministério do Esporte, ainda na gestão Aldo Rebelo, para a criação de um encontro nacional das polícias. Segundo Fiorentini, o tema não foi descartado pelo novo ministro, George Hilton. O interesse é de todos já que a violência é um problema nacional – completou.

Para o comandante do GEPE, a ação repressora da polícia contra os brigões é benéfica para o lado pacífico das torcidas organizadas.

– Facilita o trabalho da PM e ajuda muito. Inclusive, é bom para a própria torcida organizada. Ele defende um cadastro mais amplo dos integrantes das facções:

– O ideal é que tenha cadastro. O Gepe faz, mas é voluntário. Não tenho como pegar todos os membros da organizada e cadastrar. Vamos tentar melhorar o mecanismo, diz o tenente-coronel Fiorentini.