Começa nesta segunda-feira (06/08) o mutirão para reavaliar cerca de três mil policiais militares que se afastaram da atividade-fim por motivos psiquiátricos, ao longo dos últimos anos. Depois de examinados por psiquiatras das Juntas de Inspeção de Saúde Especiais (JESIs), os policiais serão encaminhados para o Programa de Acolhimento e Promoção de Saúde Mental para Policiais Militares.
Previsto em decreto, o processo de reavaliação psiquiátrica só foi possível graças à cessão de dez oficiais médicos das Forças Armadas, que foram designados pelo Gabinete de Intervenção Federal. Com o reforço desses profissionais, foram formadas quatro JESIs e uma Junta de Recursos, esta para atender casos em que o policial avaliado não concorde com o resultado do laudo. As juntas serão compostas por psiquiatras da Polícia Militar e das Forças Armadas e médicos peritos.
A previsão é de que sejam feitas por dia em torno de 30 avaliações e que, até o final deste ano, a processo seja concluído. Nesta segunda-feira (06/08), serão reavaliados os primeiros 32 policiais afastados da atividade-fim. Desse grupo de três mil policiais, cerca de 80% estão afastados do serviço por Licença de Tratamento Saúde (LTS) expedida pela área de psiquiatria. O grupo restante está classificado na categoria Apto C, ou seja, policiais que não podem portar armas, mas estão liberados para desempenhar funções administrativas.
Durante todo o processo de reavaliação, os policiais serão encaminhados por suas unidades para as JESIs, instaladas na Seção de Perícia Médica, em Sulacap. Logo após o atendimento na junta, o policial será encaminhado para os psicólogos do Programa de Acolhimento, que estarão de plantão no mesmo espaço físico.
A partir desse segundo atendimento, o policial será encaminhado para o ambulatório de psicologia mais próximo de sua residência, onde terá tratamento permanente, caso haja necessidade. Faz parte do escopo do atendimento permanente, numa etapa seguinte, a criação de oficinas de terapia ocupacional.
Como resultado do processo de reavaliação psiquiátrica, os gestores da Diretoria Geral de Saúde (DGS) terão um quadro mais preciso do perfil de todo esse contingente: quantos poderão retornar a atividades plenas ou com restrições; quantos serão atendidos pela estrutura médica da Corporação ou por outras instituições públicas ou privadas; quantos necessitarão permanecer em atendimento psiquiátrico; e quantos poderão ser acompanhados apenas por psicólogos.
O mutirão de reavaliação faz parte de um conjunto de ações que vêm sendo adotadas para melhorar o quadro de saúde da tropa. O objetivo é identificar os problemas dos policiais para encaminha-los ao tratamento adequado a cada caso.
