Em relação à notícia veiculada na edição desta segunda-feira (11/11) do jornal O Dia, impresso e site, relatando uma série de supostas irregularidades no Hospital Central da Polícia Militar, a Diretoria-Geral de Saúde (DGS) da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro emitiu nota de esclarecimento.
Mesmo considerando que todas as denúncias contidas na reportagem tenham partido de uma fonte anônima, o que compromete bastante a credibilidade da informação, a DGS decidiu publicar o esclarecimento em respeito ao seu compromisso social e principalmente aos policiais militares, da ativa e inativos, como também a seus dependentes, que contribuem com o Fundo de Saúde da Polícia Militar (FUSPOM).
A DGS rebateu ponto a ponto as denúncias veiculadas:
1. Não procede a informação de que há falta de insumos básicos, como algodão, luvas, álcool e fraldas geriátricas.
2. Alguns insumos de quimioterapia estão sendo adquiridos por processo de licitação emergencial, tendo em vista a dificuldade para o abastecimento da unidade hospitalar com esses produtos, como, por exemplo, empresas que não participam do certame ou oferecem preços muito acima da média do mercado.
3. A lotação dos leitos é sempre de 100%, nunca ficando ociosos. O fluxo de pacientes nos leitos é controlado rigorosamente pelo núcleo de regulação de internações e pela própria direção do HCPM. Não há hipóteses de privilegiar patentes. O critério de reservas baseia-se estritamente na necessidade de internação e conduta médica adotada em cada caso.
4. As denúncias de maus tratos devem ser individualizadas com nome, dia, hora, conduta adotada pelo profissional de saúde e, devidamente encaminhadas à Ouvidoria do HCPM ou mesmo à Ouvidoria da Corporação. Em ambos os canais, o anonimato do denunciante é garantido. Qualquer denúncia nesse sentido – até o momento não há registro de nenhuma – terá tratamento adequado por parte da direção do HCPM, que adotará as medidas cabíveis.
5. O HCPM possui áreas comuns de acesso para os usuários, sendo que no prédio das internações a vigilância é maior. A média diária de circulação é de 2.000 pessoas – pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde, terceirizados e empresas.
6. A limpeza no CTI, assim como de outras áreas do HCPM, é feita regularmente pelos profissionais contratados exclusivamente para esse serviço. A higiene dos pacientes fica a cargo da equipe de enfermagem.
7. Vale acrescentar que a DGS, com integral apoio do Secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, Comandante-Geral Rogério Figueredo de Lacerda, está promovendo uma vigorosa reestruturação da área de saúde da Corporação. A direção do HCPM encontra-se disponível a todo momento para receber as diversas demandas e trabalha empenhada 24 horas para atender policiais militares da ativa, inativos, pensionistas e seus dependentes, contando com a ouvidoria e com todo efetivo da unidade hospitalar para que a assistência prestada seja individualizada, humanizada e de qualidade.
