Em mais uma etapa da operação desencadeada pela Secretaria de Estado de Polícia Militar para combater grupos criminosos caracterizados como milícia, policiais militares da 8ª Delegacia Polícia Judiciária Militar (DPJM) prenderam em flagrante no início da tarde deste sábado (07/11) dois homens que faziam cobrança de “taxas de serviço” de moradores e comerciantes na região da Praça Seca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital.

A prisão dos dois criminosos ocorreu pouco antes das 15h, após os policiais militares da 8ª DPJM receberam informações com as características dos dois criminosos que estavam circulando pela região, ameaçando moradores e comerciantes que se negassem a contribuir com as taxas cobradas pela facção. Policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) prestaram apoio à equipe da 8ª DPJM, unidade subordinada à Corregedoria Geral da Polícia Militar (CGPM). Os presos, assim como a motocicleta apreendida, foram encaminhados para 32ª DP (Jacarepaguá).

Na operação iniciada na manhã de sexta-feira (06/11), policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 18º BPM apreenderam cinco fuzis, uma pistola, seis granadas, 16 veículos roubados – 13 motocicletas e três carros, além de 32 botijões de gás que estavam estocados em depósito controlado pelos criminosos nas comunidades do Morro do Fubá, em Cascadura, e São José Operário, na Praça Seca. No início da operação, houve confronto, dois criminosos foram feridos e outros quatro foram presos. Os feridos foram socorridos ao Hospital Estadual Carlos Chagas e vieram a óbito.

Planejada com base em informações da Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Corporação, a operação conta também com a participação da 8ª DPJM, que tem como foco a apuração do envolvimento de policiais militares em ações ilícitas.

Equipes da CGPM e da SSI, a partir de denúncias, localizaram uma central de distribuição irregular de sinal de internet na comunidade da Chacrinha, na Zona Oeste da cidade do Rio. No endereço indicado, foram apreendidos dez aparelhos “switch”, boletos de cobrança, panfletos de divulgação e materiais de telemática (modem e fios).

As denúncias da população local também auxiliaram no planejamento da ação. Os criminosos ligados a milícias são acusados de extorquir quantia em dinheiro de moradores, obrigando-os a comprar gás e a pagar taxas por serviços.