O Projeto Renascer, Servir e Proteger acaba de dar mais um passo na sua trajetória de sucesso ao incluir o “tiro esportivo adaptado” como nova modalidade esportiva e, assim, atrair novos participantes.
Concebido inicialmente para promover, por meio de atividades esportivas, a reinclusão social e a recuperação da autoestima de policiais militares afetados por lesões permanentes, o projeto transformou-se em referência nacional, tanto no atendimento a pessoas com deficiência de outras categoriais profissionais como na formação de atletas de alto rendimento.
A história do Projeto Renascer Servir e Proteger começou há 11 anos, em novembro de 2009, com a união de duas unidades da Secretaria de Estado de Polícia Militar: o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) e a Diretoria de Assistência Social (DAS).
Os idealizadores da iniciativa perceberam na atividade esportiva uma ponte segura para que os policiais militares com lesões permanentes, físicas ou mentais, rompessem o preconceito produzido pelas sequelas e reconquistassem a autonomia para viver.
Os resultados da iniciativa foram mais longe do que o projetado. Além de proporcionar a recuperação da alto-estima de dezenas de policiais militares lesionados, o projeto passou a atender também familiares dos policiais e cidadãos com deficiência do mundo civil. Muitos dos participantes com aptidões específicas para determinadas modalidades esportivas transformaram-se em atletas de alto-rendimento e medalhistas de jogos paraolímpicos.
Na única competição realizada no ano de 2020 na cidade de Vitória/ES o projeto conquistou 19 medalhas. Consta também nas conquistas ouro e prata nos Jogos Parapan-Americanos 2019 em Lima e ouro na 7ª Edição dos jogos Mundiais Militares 2019 na China.
– O nosso objetivo principal sempre foi o viés psicológico. Mostrar ao policial militar que ele pode reconquistar o seu direito de viver, de recuperar sua autonomia e se sentir útil novamente à sua família e à sociedade – explica o comandante do CEFD, Tenente-Coronel Henrique José dos Santos Ferreira.
Contudo, o TC Henrique lembra a importância dos para-atletas de ponta do projeto. Eles servem de referência.
– Quando um novo participante chega percebe naquele atleta a possibilidade de voltar a ter uma vida autônoma, de dirigir seu carro e de executar outras tarefas de rotina sem depender de ajuda – observa.
O projeto se desenvolve no CEFD, no bairro de Jardim Sulacap, com atividades de atletismo, exercício funcional, musculação e parabadminton.
Sobre a inclusão da modalidade “tiro esportivo adaptado”, que será viabilizada com a participação de instrutores do CIEAT (Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro), o TC Henrique o motivo da novidade:
– Essa modalidade vai oferecer opção de novos participantes que adquiriram a expertise da prática de tiro, mas não têm aptidão para atividades esportivas mais intensas, como atletismo e musculação – explica ainda o TC Henrique.
