Em mais um passo para sensibilizar e treinar policiais militares da linha de frente a atuarem com mais eficiência no combate à violência contra mulher, a “Caravana da Capacitação” do programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões de Vida esteve na manhã desta terça-feira (23/11) no 27ºBPM (Santa Cruz). Iniciado no mês passado, o treinamento itinerante já capacitou policiais militares de outras três unidades operacionais: 30ºBPM (Teresópolis), 11ºBPM (Nova Friburgo) e 41ºBPM (Irajá).
A caravana faz parte da segunda fase do programa Patrulha Maria da Penha lançada pelo Governo do estado e Secretaria de Estado de Polícia Militar para disseminar em toda a tropa a importância estratégica do enfrentamento à violência contra mulher no contexto da segurança pública.
O treinamento realizado para os policiais militares do 27° BPM foi ministrado pela Major Samya, que compõe a equipe responsável pela implantação do programa sob supervisão da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos (CAEs) da SEPM.
O treinamento vem sendo planejado para capacitar policiais que atuam tanto na Região Metropolitana como no interior, dando prioridade às regiões que registram maior índice de descumprimento de medidas protetivas.
De acordo com a diretriz da CAEs, a missão do treinamento é conscientizar a tropa para importância e o atendimento diferenciado quando nos deparamos com casos de violência contra mulher. Trata-se de uma modalidade criminal muito específica e que gera um impacto enorme nas chamadas de emergência atendidas diariamente pelos policiais militares em todo o estado.
A capacitação dos policiais segue por três eixos principais: sensibilizar a tropa, especialmente os que atuam na linha de frente em ocorrências de emergência; oferecer conhecimento do arcabouço legal em torno do tema que envolve muitas instituições; e repassar a todos, de forma detalhada, o protocolo de atendimento interno da Corporação.
A relevância do tema foi exposta pelo Dossiê Mulher lançado no último dia 18 de outubro, pelo Instituto de Segurança Pública. Com dados compilados de 2020, o documento revela que 78 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado do Rio de Janeiro. Destas, 52 eram mães e 34 tinham filhos menores de idade. Cerca de 20% desses feminicídios (15) foram presenciados pelos filhos. Os companheiros ou ex-companheiros representam a maioria dos autores dos crimes (78,2%) e quase 75% das mulheres foram mortas dentro de uma residência.
