Nesta terça-feira(7/2), a nova Patrulha Escolar e de Proteção à Criança e ao Adolescente da Secretaria de Estado de Polícia Militar completou um ano de atuação. Tido como um dos principais programas de proximidade da corporação, as Patrulhas realizaram neste período cerca de 43 mil visitas a colégios e escolas de todo Estado. Composta por 1.667 policiais militares, treinados e capacitados para relacionar-se com gestores e se integrarem ao ambiente estudantil, as equipes possuem um raio de atuação que atinge 11 mil unidades de ensino, em todas as regiões de atuação dos 39batalhões de área da SEPM no Rio de Janeiro.

Em cerimônia comemorativa realizada no 7º BPM (São Gonçalo), o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Pires, destacou a importância do programa como ferramenta de integração entre a corporação e o meio acadêmico:

— A atuação da Polícia Militar junto às escolas não é uma novidade. Mas, há um ano, nós tivemos a iniciativa de reorganizarmos nosso programa, treinando e capacitando os policiais, potencializando essa relação. É um trabalho que nos aproxima de gestores e alunos das unidades de ensino, que são o presente e o futuro do nosso Estado. E é importante destacarmos que a corporação não faz nada sozinha. O nosso trabalho é uma construção que envolve toda a sociedade. Sabemos que ainda temos muito pela frente, mas já demos um grande passo com esse novo modelo de Patrulha Escolar. Trabalharemos para avançar e consolidar o que foi plantado — discursou o secretário aos presentes.

O Coordenador de Assuntos Estratégicos da Corporação, coronel Max William, também esteve presente na cerimônia e detalhou alguns aspectos estruturais do programa:

— No Plano Estratégico da Polícia Militar, nós temos como visão a referência em sermos uma polícia de proximidade. Nossos policiais são treinados e desenvolvem a capacidade de ouvir e entender com mais sensibilidade as demandas de diretores, professores e alunos. As Patrulhas são acompanhadas por nossa Coordenadoria e os comandos dos batalhões também dão todo o suporte. As equipes ministram palestras, participam de eventos, realizam reuniões dos Conselhos Escolares e Segurança e se colocam à disposição das gestões das unidades para auxiliarem diante das necessidades mais diversas — explicou o coordenador.

Estiveram no evento alunos do Colégio Estadual Coronel Marcus Jardim, do Colégio Estadual Subtenente Marco Antônio Gripp e da Escola Municipal Presidente Castello Branco. A diretora Carla Simeão, do Colégio Marcus Jardim, fez questão de enaltecer a relação da unidade de ensino com os policiais da Patrulha Escolar:

— A nossa escola possui uma proximidade muito grande com os policiais do programa. Além de nos fornecer segurança, eles ministram palestras e ajudam até mesmo os alunos a pensarem em seu futuro profissional. O carisma deles cria uma relação de encantamento mútuo. É uma participação muito positiva — destacou a docente.

Já o diretor Alexandre Oliveira, do Colégio Marco Antônio Gripp, enfatizou a mudança da visão dos alunos com a proximidade dos policiais.

— Os alunos enxergam esses policiais como educadores, como formadores de um pensamento mais ético. Independentemente da questão disciplinar, nós criamos uma ambiente de respeito coletivo. Existe uma relação de integração muito grande, que inclusive chega à amizade. Os alunos chegam a fazer questão da presença dos policiais nos nossos eventos culturais. Eles sentem os policiais da Patrulha Escolar como parte de nossa escola. Todo gestor de unidade de ensino deve perceber que a participação da Polícia Militar nesse processo agrega um valor educacional imensurável — enfatizou o gestor.

Ambientados com essa relação, alguns alunos também destacam os pontos positivos do convívio com as equipes. A aluna Renata Cardoso, de 17 anos, já enxerga nos policiais a carreira militar como uma possibilidade de futuro.

— Os policiais nos incentivam a querer sempre algo a mais. Eles nos apresentam visões de futuro que vão além da periferia, da comunidade. Antes dessa relação, a minha visão sobre a Polícia Militar era muito diferente, e hoje eu os sinto nos passando conforto. Até mesmo o interesse pela carreira militar já despertou em mim — destacou a sorridente estudante.

Até mesmo inspirações mais aguçadas afloram diante da relação de proximidade com as Patrulhas Escolares. O estudante Luís Eduardo Prover, também de 16 anos, é um dos mais empolgados com o programa, e se inspirou em escrever um poema denominado “Militar”.

— Antes desse novo momento, a rotina em nossas escolas, principalmente as públicas, era muito diferente. Com a maior presença da Patrulha Escolar, sentimos um ar de segurança. Em alguns momentos, enxergávamos a Polícia até com um certo medo. Mas hoje eu vejo que ela chegou para nos trazer mais que segurança, mas sim liberdade — poetizou o jovem escritor.