Ainda este ano, possivelmente no verão, a orla carioca, túneis e vias expressas da capital do estado estarão sendo monitoradas por novas câmeras equipadas com softwares de reconhecimento facial, leitura de placa de veículos e sensores de alarme, conjunto de equipamentos e serviços que demandará um investimento estimado em R$ 84 milhões.
A implantação do Sistema de Videomonitoramento Urbano representará mais um importante passo na consolidação da estratégia da Corporação de aliar, de forma estruturada, tecnologia e segurança pública.
O novo sistema de monitoramento de vias públicas começa pela capital e, numa segunda fase, se estenderá a outras cidades da região metropolitana e do interior. As câmeras estarão interligadas ao Sistema Security Command, adquirido no final do ano passado e já instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Além de viabilizar o Sistema de Videomonitoramento Urbano, o Security Command foi concebido para estar conectado a diferentes plataformas tecnológicas empregadas na área de segurança. Entre essas plataformas, estão o Serviço 190 e câmeras e sensores de instituições públicas e privadas, que serão inseridas no sistema por meio de chamamento público programado para breve.
Para viabilizar esse aparato tecnológico, estamos seguindo em duas direções. A primeira é a alocação de recursos financeiros, com o imprescindível apoio do Governo do estado, para aquisição de equipamentos de última geração e o fortalecimento da estrutura do CICC, o nosso “quartel general da tecnologia”.
A segunda direção depende da capacitação da nossa tropa para extrair o máximo possível dos benefícios oferecidos pelos recursos tecnológicos. O processo de capacitação começa nos nossos gestores que criam os projetos, desenvolvem aplicativos, monitoram imagens, entre outras etapas necessárias, chegando aos policiais militares que estão na linha de frente.
Aliando a aquisição de equipamentos com formação de conhecimento, avançamos muito, sobretudo nos últimos dois anos.
As câmeras operacionais portáteis, por exemplo, estão implantadas em todas as unidades de área da Corporação e já começam a entrar em operação em unidades especializadas. Equipadas com GPS, as câmeras portáteis possibilitaram o desenvolvimento do sistema de gestão eletrônica, através do qual o comando pode monitorar em tempo real a distribuição do policiamento nas vias urbanas. Esse monitoramento permite, por exemplo, ajustar o planejamento das ações durante o cumprimento da missão.
O desenvolvimento de aplicativos para atendimento emergencial do 190 foi outro avanço significativo. Firmamos parceria com a Uber e com a 99 Táxi. Em ambos os casos, motoristas e usuários têm a seu dispor, na tela do celular, um botão de emergência, possibilitando o acionamento mais rápido de viaturas para atender situações que exijam pronta-resposta.
O aplicativo 190RJ já recebeu quase 50 mil usuários. Além de agilizar o acionamento de viaturas, o aplicativo evita os trotes, que, infelizmente, ainda são transmitidos via telefone aos nossos operadores da Central 190. Com foco na valorização do turismo, o 190RJ foi configurado também para receber chamadas em outros três idiomas – inglês, francês e espanhol.
Outros dois aplicativos também foram desenvolvidos por nossa equipe da área tecnológica para enfrentar demandas estratégicas. O Rede Mulher, concebido para agilizar o atendimento de emergência para casos de violência contra mulher, já está integrado ao programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida. E, mais recentemente, foi criado Rede Escola para atender casos de violência em toda rede de ensino, numa união de esforços com a Secretaria de Estado de Educação.
São muitas as opções para o desenvolvimento de ferramentas digitais voltadas para área de segurança pública.
Há, contudo, alguns obstáculos que precisam ser superados. Uns de ordem tecnológica, como, por exemplo, o sinal de internet com qualidade em todo o território estadual.
E outros de ordem cultural. O cidadão utiliza aplicativos para pedir comida e bebida em restaurantes ou para fazer operações bancárias. Mas muitos ainda não perceberam que podem recorrer a essas ferramentas para sua segurança.
Contudo, nenhuma dificuldade interromperá esse processo de inovação contínua. Hoje, seria inconcebível pensar em segurança pública sem investir em tecnologia.
Coronel PM Luiz Henrique Marinho Pires
