“O verdadeiro soldado não combate porque odeia o que está na frente dele, mas porque ama o que está por trás dele”.
A frase do escritor inglês Gilbert Keith Chesterton, ou G. K. Chesterton (1874 – 1936), foi certamente resultado de uma reflexão no contexto de guerras convencionais entre os séculos 19 e 20. Mas seu significado permanece conectado aos dias de hoje entre militares das Forças Armadas e das Forças Auxiliares.
Neste dia 25 de agosto, comemoramos no Brasil o Dia do Soldado. A data foi escolhida em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, o nome de batismo do Duque de Caxias, que, há 61 anos, ficou consagrado oficialmente como Patrono do Exército e o principal ícone do militarismo brasileiro.
Luís Alves de Lima e Silva nasceu no dia 25 de agosto de 1803 em uma fazenda chamada São Paulo, próximo da Vila Estrela, hoje no território do município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Por isso, o Dia do Soldado é comemorado todos os anos nesta data.
Filho de Francisco de Lima e Silva e Cândida de Oliveira Belo, Luís Alves de Lima e Silva cresceu em meio a uma ilustre família de militares, já que seu pai, tio e avô faziam parte do Exército. Essa convivência, aliada à determinação pessoal, explica o destino do filho de Francisco e Cândida.
Aos 5 anos de idade, em maio de 1808, o menino foi alistado e se tornou cadete do 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro, obviamente um título “honorífico” por ele ser filho de um oficial militar, prática bem comum na época. Assim, deu início a sua carreira militar.
Em 1818, entrou para a Real Academia Militar de Artilharia, Fortificação e Desenho, tornando-se Tenente. Quatro anos depois, em 1822, é declarada a independência do Brasil e Luís Alves ingressa no “Batalhão do Imperador”, unidade de infantaria criada por Dom Pedro I e comandada pelo seu tio José Joaquim de Lima e Silva.
Faz parte do seu glorioso currículo a passagem como comandante da nossa Corporação. Entre 1832 e 1839, o então Tenente-Coronel Luís Alves de Lima e Silva ocupou o comando do Corpo de Guardas Municipais Permanentes, uma das denominações da atual Polícia Militar do Rio de Janeiro ao longo de sua bicentenária história.
Durante o período de seu comando, passou a ser chamado de “O Pacificador”, um reconhecimento por ter debelado inúmeras rebeliões em diferentes estados do país. Sua foto e a placa de identificação estão na galeria de ex-comandantes no Quartel General da Corporação.
Duque de Caxias, título conquistado mais tarde, não se tornou símbolo de inspiração dos militares brasileiros por acaso ou apadrinhamento de poderosos. Foi um personagem fundamental na construção do Brasil como Nação de porte continental, liderando o combate a inimigos externos e internos.
Duque de Caxias morreu em 1880. Como militar e depois como político influente, jamais combateu por odiar quem estava na frente dele, mas por amar a sociedade brasileira, a qual, como soldado, jurou defender.
Esse legado permanece vivo em corações e mentes dos militares brasileiros. Para os policiais militares do Rio de Janeiro, que enfrentam diariamente severos desafios para garantir a segurança da sociedade, o exemplo de Duque de Caxias é uma inspiração permanente.
Ao celebrar o Dia do Soldado, o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro saúda a memória de seu ex-Comandante Duque de Caxias e estende sua homenagem a todos os militares brasileiros.
