Neste domingo (20/10), policiais militares do Rio de Janeiro prenderam na capital e em Petrópolis dois criminosos de outros estados. Na parte da manhã, policiais militares do 26º BPM (Petrópolis) detiveram no distrito de Corrêas um criminoso foragido do sistema penal de São Paulo, integrante da maior facção do estado vizinho. À tarde, equipe do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) prendeu em flagrante na Rodoviária do Rio um criminoso cearense tentando embarcar para Fortaleza com um fuzil, três pistolas, munição e carregadores.

As duas prisões de criminosos de São Paulo e Ceará reforçam importância da iniciativa da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Polícia Militar, que passou a contabilizar, separadamente, presos de outros estados em território fluminense, tanto na região metropolitana quanto no interior.

De acordo com levantamento inédito da SSI, entre janeiro e o dia 16 de outubro, foram presos no RJ 140 criminosos com mandados de prisão expedidos pela Justiça de outros estados da Federação. As duas prisões de domingo não só aumentaram essa estatística, como estão no contexto da estratégia do comando da Corporação.

– Esse trabalho inédito da SSI corrobora com um importante desafio das forças de segurança do Rio de Janeiro, de ampliar ainda mais a integração das áreas de inteligência das polícias do país. Esse tema foi bastante debatido durante um encontro de cúpula da segurança pública do país realizado em São Paulo na semana passada – afirma o secretário da SEPM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.

Dos 140 criminosos foragidos de 19 unidades da Federação, a maioria integra facções criminosas de seus estados de origem, que mantêm, direta ou indiretamente, relações com o crime organizado do Rio de Janeiro.

Os estados de Minas Gerais, com 36 fugitivos, e São Paulo, com 29, lideram a estatística da SSI e explicam por que 53,6% são oriundos de estados da Região Sudeste.  Paraíba, com 11 presos, Bahia com 05 e Ceará com 04, levaram o Nordeste para o segundo lugar no ranking, com 22,1% dos presos.

Os três delitos mais cometidos pelos foragidos de outros estados são tráfico de drogas, roubo e homicídios, o que reforça a tese de que um expressivo contingente é faccionado, ou seja, tem relação com organizações criminosas.

— A maioria veio de Minas Gerais. E também de São Paulo e de estados do Nordeste. Os foragidos são mais encontrados, normalmente, em comunidades, principalmente nos complexos de Israel (Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Cidade Alta), da Penha e do Alemão, além da Rocinha, como também no interior — explica o coronel Ranulfo Brandão, subsecretário de Gestão Operacional da SEPM.

As prisões por área de policiamento confirmam a tese do coronel Brandão. Os policiais militares de unidades da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) efetuaram 23 das 140 prisões, quase todas de criminosos escondidos em comunidades do Centro,  e das zonas Sul e Norte da capital. As equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), que atuam em áreas de maior complexidade da região metropolitana, efetuaram 16 prisões. No interior, as áreas de policiamento do 25º BPM (Cabo Frio) e 38º BPM (Três Rios) registraram 22 prisões, 11 em cada uma.