Resultado de estudos técnicos e análises estatísticas, o investimento de R$ 10 milhões do governo do estado para aquisição de quatro mil capacetes balísticos está associado ao desafio de reduzir ao máximo a vitimização de policiais militares. Os números mostram, por exemplo, que, nos últimos cinco anos, 69% dos casos de policiais que vieram a óbitos em serviço foram provocados por disparos de arma de fogo na cabeça.

Relativamente leves e bastante eficientes, os capacetes adquiridos pela Secretaria de Estado de Polícia Militar estão entre os mais modernos dessa linha de equipamentos de proteção individual existentes no mercado. O capacete é feito de aramida, uma fibra sintética de alta resistência, rigidez e estabilidade térmica.

– Assim como investimos em viaturas blindadas, renovação de coletes e outros equipamentos de proteção individual, os capacetes balísticos foram adquiridos para preservar a vida dos nossos policiais militares que diariamente enfrentam criminosos fortemente armados – afirma o governador Cláudio Castro.

De acordo com o secretário da SEPM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, o número atual de capacetes balísticos é suficiente para atender a demanda da tropa, ou seja, para equipar os policiais militares de todas as unidades da Corporação que atuam em operações especiais, no GAT (Grupamento de Ações Táticas) e no PATAMO (Patrulhamento Tático Móvel).

– Pela natureza da missão, esses policiais estão mais expostos a riscos. Por isso, o nosso setor de logística baseou-se nesse critério para distribuir o novo equipamento entre as nossas unidades operacionais, tanto os batalhões de área como os batalhões de operações especiais ou de policiamento especializado – explica o coronel Menezes.

Conforme regulamentação interna da SEPM, o uso de capacetes balísticos é obrigatório entre os policiais militares que atuam nas missões de maior risco. O novo equipamento, portanto, passa obrigatoriamente a fazer parte da indumentária desses policiais.

– Mais importante do que a obrigação do uso do capacete é a conscientização dos nossos policiais para absorver essa nova cultura já muito antiga nas Forças Armadas, mas não nas forças de segurança urbanas. Temos enfatizado muito isso nos treinamentos, teóricos e práticos: o capacete balístico salva vidas – alerta ainda o coronel Menezes.

Após a primeira remessa de capacetes balísticos, em 2023, os treinamentos ministrados na área do Comando de Operações Especiais (COE) são realizados com esse novo equipamento para que toda a tropa aprenda a atuar com mais esse acessório e assimile a importância de sua utilização.

Os capacetes protegem os policiais contra projéteis de armas de fogo, estilhaços e explosões, além de aliviar impactos diretos. Para proporcionar mais conforto e segurança, possuem regulagem de circunferência de crânio e de queixo.

Em outro processo de aquisição, a Polícia Militar adquiriu, em meados de 2023, 1078 capacetes anti-trauma destinado a policiais militares de unidades que atuam em missões para conter distúrbios. Esse modelo de capacete, que resiste ao impacto de pedras e outros objetos, foi distribuído para o Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (BEPE), para o batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) e para o Regimento de Polícia Montada (RPMont).