Às vésperas das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Rio de Janeiro acaba de receber novos recursos materiais que vão ampliar em 50% sua capacidade operacional. Para atuar na repressão aos desmatamentos clandestinos, seja por loteamentos irregulares, soltura de balões, extração de madeira, e na fiscalização de rios e parte do litoral fluminense para coibir retirada de areia, pesca predatória, entre outros crimes ambientais, o CPAm está recebendo 23 novos drones, mais 08 viaturas 4X4, 08 embarcações e 05 motos aquáticas.
– A preservação do meio ambiente é um tema estratégico para o desenvolvimento econômico e social do nosso estado, que tem na atividade turística uma de suas principais fontes de receita e de geração de emprego e renda. Embora não seja o único, o CPAm é um ator fundamental para vencer o desafio de preservar rios, lagoas e florestas – afirma o secretário da Secretaria de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra.
Além do aporte de recursos materiais, o coronel Sylvio Guerra lembra que o CPAm está sendo reestruturado administrativamente, com a criação de três batalhões operacionais – na região metropolitana e nas regiões Sul e Norte/Noroeste do estado – e a criação de Grupamentos de Policiamento Ambiental para dar mais capilaridades às ações dos policiais militares lotados nas unidades ambientais.
TRÊS LINHAS DE ATUAÇÃO
O atual comandante do CPAm, coronel Rubens Castro Peixoto, informa que sua gestão segue três linhas estratégicas para melhorar o desempenho da tropa no combate aos crimes ambientais: educação, fiscalização e parcerias.
O CPAm difunde o tema entre crianças e adolescentes através do Programa de Educação Ambiental (PREAM), no qual policiais especializados realizam palestras e ministram pequenos cursos na rede escolar.
– Os jovens acabam sendo multiplicadores do conhecimento ambiental junto a seus familiares e vizinhos. Essas crianças estão aprendendo, por exemplo, que soltar balões é crime – explica o coronel Peixoto.
Em relação à fiscalização, o comando do CPAm está reforçando sua área de inteligência e ampliando os canais de comunicação para receber denúncias da população. Um dos exemplos é o “Linha Verde”, central de comunicação telefônica sobre crimes ambientais.
Para o CPAm, as parcerias com outros órgãos oficiais (como prefeituras, Polícia Civil, Ministério Público e instituições da sociedade civil da área ambiental são fundamentais para o combate a crimes ambientais e, consequentemente, preservar os recursos naturais do estado.
DESMATAMENTO EM BAIXA NO ESTADO
Ao lado de outros órgãos públicos e instituições civis da área ambiental, o CPAm tem desempenhado papel fundamental na preservação ambiental do Rio de Janeiro. A curva de desmatamento no estado está em queda, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica. O último Atlas da Mata Atlântica, editado pela instituição, revela que o desmatamento no território do Rio de Janeiro registrou 82 hectares, entre 2024 e 2025, contra 121 hectares registrados entre 2023 e 2024.
O RJ tem 34% do território com vegetação nativa. Junto com São Paulo, é a única unidade da Federação que recuperou vegetação nativa em relação ao quadro verificado em 1985, quando teve início o monitoramento.

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