Diretoria de Assistência Religiosa - DARe
Chefe: Cel PM Cpl Marcelo Batista AraújoTelefone: (21) 2333-2752 | E-mail: [email protected]
A Diretoria de Assistência Religiosa (DARe) é um órgão de direção setorial responsável pela assistência espiritual aos policiais-militares, desenvolvido, em especial, nas unidades de ensino, de saúde e prisional, além de unidades operacionais e administrativas da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A diretoria está subordinada à Diretoria-Geral de Efetivo Militar (DGEM).
Desde o início da colonização portuguesa, as missões católicas proporcionavam a presença do sacerdote no meio da tripulação que chegava ao Brasil. No contexto histórico, destaca-se a vinda da coroa portuguesa para a América, no início do século XIX, com o principe-regente Dom João VI instituindo um padre–capelão já na criação da Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, em 1809:
“Convindo que a Divisão da Guarda Real da Polícia desta Corte tenha hum capellão como todos os outros Corpos de Linha desta Guarnição. Hey por bem nomear para este logar o Padre Joze Pinto (...).
Palácio do Rio de Janeiro, em vinte e quatro de junho de mil oitocentos e nove”
A república trouxe o positivismo, que arrefeceu o trabalho religioso nas instituições de Estado, e somente após a II Guerra Mundial houve a concretização de um serviço de assitência religiosa no Exército brasileiro: o SAREx, em 1946. Este retorno deu ensejo também a um SAR na antiga Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), quando esta funcionava na cidade do Rio de Janeiro, e de sua sucessora, a Polícia Militar do Estado da Guanabara (PMEG).
Na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMRJ), antes da fusão da Guanabara com este estado em 1975, o serviço foi realizado pelo padre Nicodemos, e na PMEG, pelo padre Vander, ambos entre as décadas de 1950 e 1960. Após 1975, o serviço de assistência religiosa foi mantido, sendo os trabalhos administrados a partir do Quartel-General da Polícia Militar, funcionando sob a direção da Diretoria-Geral de Pessoal (DGP), atual Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP).
Somente em 1993 o padre Tenente-Coronel PM Capelão José Raphael Pinheiro organizou o Quadro de Capelães da Polícia Militar (QCPM), ocorrendo o primeiro concurso com a entrada de oito padres e dois pastores, em 1994. A Lei Estadual nº 5.467/2009 determinou o QCPM atual, sendo prestada hoje assistência cristã católica e protestante ao policiais militares fluminenses, com vinte vagas para oficiais capelães, sendo catorze para sacerdotes católicos e seis para pastores protestantes.
Cabe ao DARe, em conjunto com a Arquiepiscopal Irmandade Nossa Senhora das Dores, a manutenção da capela militar de Nossa Senhora das Dores, situada no interior do Quartel-General, construída pelos militares fluminenses após seu retorno da Guerra do Paraguai.
Em 26 de janeiro de 2026, por meio do Decreto Estadual nº 50.123, o SAR teve a denominação modificada para Diretoria de Assistência Religiosa (DARe), passando a ter autonomia administrativa e ser subordinada à Diretoria-Geral de Efetivo Militar (DGEM).
Arquiepiscopal Imperial Irmandade Nossa Senhora das Dores
No dia 17 de agosto de 1881, foi fundada a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, hoje Arquiepiscopal Imperial Irmandade de Nossa Senhora das Dores, uma entidade assistencial e sem fins lucrativos.
Segundo consta nos relatórios históricos da época, era desejo do comandante-geral Coronel PM Joaquim Antônio Fernandes Assumpção erigir no local onde existia a Ermida dos Capuchinhos, uma nova capela consagrada a Nossa Senhora das Dores, em ação de graças às vitórias obtidas pelo 31º Corpo de Voluntários da Pátria, os quais lutaram sob o seu comando na Guerra do Paraguai. Esta seria constituída por oficiais do Corpo Policial da Corte, para zelar pela capela com fins religiosos e beneficentes (na época não havia direito à Pensão Militar aos policiais). A capela, então, foi erguida no antigo Quartel dos Barbonos, hoje Quartel-General da PMERJ.
A Irmandade tinha missão de cuidar de todos os bens pertencentes a Igreja, bem como atender aos irmãos devotos com Assistência Social. A semente germinou e passados quatro anos, já sob o comando do Tenente-Coronel do Exército Antônio Germano de Andrade Pinto, seu primeiro provedor (1881-1895), se concretizava a solenidade de inauguração da nova Capela, que contou com a presença de Sua Majestade o Imperador D. Pedro II.
Hoje a Irmandade pratica, segundo seu compromisso, as finalidades:
- Religiosas - compreendendo o culto à excelsa padroeira Nossa Senhora das Dores, e toda parte e apoio religioso católico aos integrantes de nossa Corporação;
- Beneficente - compreendendo a assistência financeira e social aos irmãos e a concessão de pecúlio, seguro ou outros benefícios aos herdeiros dos finados irmãos; e,
- Altruísticas - compreendendo a manutenção e administração do Educandário Nossa Senhora das Dores, que hoje, sob o regime de apoio sócio educativo em meio aberto, abriga meninos e meninas, com idades de 3 a 12 anos, muitos deles órfãos de nossos policiais militares. Está instalado na Rua Paranapanema, 758, Olaria, Rio de Janeiro/RJ.
Capela de Nossa Senhora das Dores
A Capela de Nossa Senhora das Dores, situada no Quartel-General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, tem origem em 1735, quando foi erguida uma pequena ermida dedicada à Nossa Senhora do Desterro pelos padres da Ordem do Santo Sepulcro, no Caminho da Ajuda.
Em 1742, após a conclusão das obras, o Hospício de Jerusalém de Nossa Senhora de Oliveira passou a abrigar os padres barbadinhos (Barbonos), que durante décadas, mantiveram ali sua presença, utilizando o espaço como albergue e centro religioso. A estrutura incluía hortas, chácara e uma pequena capela dedicada à Santana.
Em 1808, os frades italianos conhecidos como Barbonos foram obrigados a desocupar o Hospício por força de uma Intimação Régia datada de 23 de março daquele ano. A medida determinava a transferência dos frades Carmelitas para o local, uma vez que seu convento, situado na Praça XV, havia sido requisitado para acomodar a Corte Portuguesa recém-chegada ao Brasil.
Com a criação da Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, em 1809, o local passou a ser chamado de Quartel dos Barbonos. A antiga capela que existia foi usada como enfermaria e prisão até que, em 1857, o Coronel Francisco Gomes Freitas propôs sua reconstrução, dedicando-a à Nossa Senhora das Dores, padroeira da PMERJ.
Após a Guerra do Paraguai, o coronel Joaquim Antônio Fernandes de Assunção liderou esforços para construir uma nova capela em ação de graças pelas vitórias do Trigésimo Primeiro Corpo de Voluntários da Pátria (31 CVP). A obra iniciou-se em 1876 e foi inaugurada em 22 de maio de 1881, com a presença do imperador D. Pedro II, que foi nomeado protetor perpétuo da Irmandade de Nossa Senhora das Dores, fundada em 17 de agosto do mesmo ano.
De estilo indefinido, a capela apresenta uma concepção eclética, que mescla elementos góticos e romanos. Sua fachada, embora pequena, é marcada por rica ornamentação arquitetônica e composição simétrica em bloco único. Quatro colunas romanas com capitéis jônicos sustentam um frontão triangular, conferindo imponência ao conjunto. A entrada principal, localizada entre as duas colunas centrais, é retangular e emoldurada por uma portada de madeira com refinados trabalhos em talha. Acima da porta, destaca-se uma placa comemorativa da inauguração da capela, que celebra a presença do Imperador Dom Pedro II, reconhecido como seu Protetor Perpétuo.
A Irmandade passou a ser vinculada à Arquidiocese do Rio em 1906 e recebeu o título de "Arquiepiscopal e Imperial Irmandade" em 1983, por Dom Eugênio Sales. A capela, de arquitetura rica e fachada ornamentada, foi tombada em 2014 pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (Portaria IRPH N° Dec. 39.234/2014), após ameaça de demolição.
LOCALIZAÇÃO:
Endereço: R. Evaristo da Veiga, 78, térreo - Centro, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 20031-040Catálogo telefônico da unidade
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| Descrição | Telefone |
|---|---|
| Capela Nsª. das Dores | 21 2333-2747 |
| União dos Evangélicos da PMERJ - UEPMERJ | 21 2333-2750 |
| Administração | 21 2333-2752 |
| Irmandade Nsª. das Dores | 21 2333-2773 |
