Nesta quinta-feira (29/10), a Secretaria de Estado de Polícia Militar anunciou a ampliação do programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, que presta serviço especializado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar em todo o Estado do Rio de Janeiro. Seis pontos localizados na Baixada Fluminense, Região Serrana e Zona Norte passam a contar com reforço de mais 24 policiais militares, incluindo novas viaturas blindadas, apoio logístico e toda a infra-estrutura para atender mulheres assistidas que possuem medidas protetivas.

Essas regiões – cobertas pelo 10º BPM (Barra do Piraí), 20º BPM (Mesquita), 38º BPM (Três Rios), 39º BPM (Belford Roxo) e 41º BPM (Irajá) – respondem por 42% dos casos de mulheres vítimas de violência doméstica em todo o Estado, um total de 23.423 assistidas. Com esta ampliação do serviço da patrulha, a área da 4ª Companhia Independente da PM (Itaguaí) será contemplada pelo serviço pela primeira vez, desafogando o serviço da equipe da Patrulha Maria da Penha do 24º BPM (Queimados).

Neste recorte por regiões com maior demanda pelo serviço, Nova Iguaçu é o local com mais mulheres assistidas em todo o Estado do Rio: 4 mil, seguido por Barra do Piraí, com 1.874 mulheres. Em terceiro está Três Rios, com 1.640; seguido por Belford Roxo, com 1.280; e Irajá com 1.036. A presença de novos agentes, e a chegada em Itaguaí, vão ampliar as visitas, dobrar a cobertura de atendimentos e fiscalizar um maior número de medidas em menos tempo.

Todos os policiais militares são voluntários e recebem treinamento específico para atuar no programa. Os policiais militares passam por um rigoroso processo de capacitação, que envolve o aprofundamento na legislação de gênero, direito das mulheres, parcerias institucionais e técnicas específicas de gerenciamento de riscos no contexto doméstico familiar.

Em sete anos de atuação, a Polícia Militar já acompanhou mais de 135 mil mulheres com medidas protetivas e já efetuou mais de mil prisões. O programa se consolidou como um modelo de excelência em polícia de proximidade, a fim de garantir os direitos fundamentais instituídos pela Lei Maria da Penha.

Investir na ampliação do programa, aumentando o efetivo, demonstra a preocupação em conter os casos de violência contra mulher, com pronto atendimento e prevenção a partir do monitoramento da situação de mulheres assistidas em todo o estado. Mais do que aplicar a lei, a patrulha humaniza o atendimento policial e devolve a dignidade e a sensação de segurança às vítimas.